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VISIBILIDADE TRANS

29/01: Dia Nacional da Visibilidade Trans

Data de Publicação: 29/01/2026

29 de janeiro é mais um dia de reflexão. Mais um momento de olhar com atenção para aquilo que nos cerca.

Quando pessoas trans não ocupam os espaços de trabalho, estudo e decisão, isso não é invisibilidade por acaso. É consequência de uma estrutura que dificulta o acesso, interrompe trajetórias e naturaliza a exclusão.

Essa ausência se reflete, de forma direta, na universidade. Hoje, na categoria TAEs da UFS, não há pessoas trans. O dado não aponta para uma exceção, mas para um problema estrutural: concursos públicos que ignoram desigualdades históricas e acabam sustentando a opressão. 

É por isso que falar de visibilidade trans exige falar de políticas concretas. As cotas para pessoas trans são instrumentos de justiça social, pensadas para ampliar o acesso, reduzir a exclusão e enfrentar a transfobia de forma objetiva. 

Algumas universidades já avançaram ao aprovar essa política, reconhecendo que igualdade real só existe quando se considera os pontos de partida.
Mas esse avanço precisa ir além. Enquanto as cotas não alcançarem também os concursos públicos, a exclusão seguirá operando de forma silenciosa, mantendo corpos e histórias fora dos espaços institucionais.

Não queremos só resistência e sobrevivência. Queremos existir com direitos, reconhecimento e permanência. 

A visibilidade trans, para o Sintufs, é compromisso político e parte indissociável da luta por uma sociedade verdadeiramente democrática.