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ACORDO DE GREVE
PL do RSC: reunião com o MGI consolida avanços e mantém entraves
Data de Publicação: 29/01/2026
Na última terça-feira (27), as entidades sindicais representativas da categoria TAE participaram de mais uma reunião com o MGI para tratar do Projeto de Lei que institui o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) no âmbito do PCCTAE. O encontro deu continuidade às negociações iniciadas anteriormente e contribuiu para o aprofundamento do debate sobre a proposta.
A partir dessa reunião e da anterior, realizada no dia 19, as entidades fizeram um apanhado dos principais pontos discutidos ao longo das duas rodadas de negociação. O balanço reúne tanto os avanços acumulados quanto os entraves que permanecem na posição do governo.
Pontos positivos debatidos nas reuniões dos dias 19 e 27
Entre os avanços consolidados nas duas reuniões, destacam-se:
- Ampliação do rol de saberes: passam a ser reconhecidas não apenas atividades administrativas, mas também ações de ensino, pesquisa, extensão e atividades especializadas, como as desenvolvidas em hospitais universitários, áreas veterinárias e setores afins;
- Acúmulo de pontos ao longo da vida funcional: a pontuação já adquirida não será zerada, sendo exigida apenas a complementação necessária para progressão aos níveis seguintes do RSC;
- Ampliação do período de contagem: deixa de existir a limitação aos últimos cinco anos, permitindo considerar toda a trajetória funcional na carreira;
- Fim da exigência de banca de defesa oral: a avaliação será feita por meio do Memorial da Trajetória Profissional, com base em análise documental objetiva;
- Construção coletiva da regulamentação: os critérios detalhados de pontuação serão definidos pela CNSC, garantindo a participação das/os trabalhadoras/es;
- Retirada da trava por tipo de atividade: foi descartada a proposta que previa limitação máxima de pontuação por atividade.
Entraves
- Interstício mínimo de três anos entre a concessão de um RSC e a solicitação do próximo;
- Limitação a 75% das(os) servidoras(es) ativos do PCCTAE, medida que gera preocupação quanto a possíveis impactos jurídicos, especialmente para as(os) aposentadas(os);
- Vedação ao RSC durante o estágio probatório;
- Negativa de pagamento retroativo à data do protocolo do pedido, com previsão de efeitos financeiros apenas após a homologação, em prazo de até 120 dias;
- Desconsideração de experiências profissionais anteriores ao ingresso na carreira do PCCTAE para fins de pontuação.
Próximos passos
Diante desse cenário, as entidades sindicais seguem em estado de a. O próximo passo será a análise detalhada do texto oficial do Projeto de Lei, assim que for apresentado, para verificar se a redação corresponde aos pontos debatidos nas reuniões dos dias 19 e 27.
Além disso, a luta passa a se concentrar no Congresso Nacional, onde os entraves mantidos pelo governo serão alvo de emendas parlamentares. A mobilização da categoria permanece fundamental para assegurar as conquistas já alcançadas e avançar no reconhecimento efetivo dos saberes e competências das/os TAEs.
