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NOTA

Nota do CLG sobre repressão à greve estudantil na USP

Data de Publicação: 11/05/2026

O Comando Local de Greve das técnicas e técnicos-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (CLG/UFS), manifesta seu apoio á greve discente na USP e repúdio à ação violenta e imoral da PM/SP, sob ordens do governador Tarcísio de Freitas e com a anuência do reitor da USP, Aluisio Segurado, contra estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da universidade. A comunidade discente luta pelo básico: permanência e sobrevivência. 

Ao pleitear negociações para questionar o baixo valor dos aumentos nos auxílios indicado pela USP, os estudantes não encontraram outra alternativa senão a greve e ocupação, diante do encerramente unilateral das negociações por parte da reitoria. 

O ocorrido traz à tona duas discussões importantes e que demonstram problemas graves enfrentados pelas universidades públicas na atualidade, sobretudo no que se refere à permanência estudantil. A universidade pública não pode abdicar de manter seus estudantes em condições dignas de moradia e sobrevivência. 

Ao mesmo tempo, é completamente inadmissível tratar uma questão de âmbito acadêmico e político utilizando a força e a truculência da Polícia Militar. A universidade é uma instância que possui agentes específicos, da qual todos os setores da sociedade fazem parte, e que deve tomar suas decisões em consenso com as categorias, neste caso, especialmente os estudantes. 

Ignorar o diálogo com seus próprios alunos, como foi feito pela reitoria, já seria grave o suficiente. Mas, ao utilizar a violência como recurso para resolver a situação, foram ultrapassados todos os limites. Não podemos normalizar uma situação desta, sob risco de perdermos o que de mais importante as universidades possuem, exercer sua autonomia baseada no diálogo entre os entes internos e a sociedade. Por isso, o governador de São Paulo agiu como um tirano e o reitor da USP como um lacaio.

Além disso, a USP indicou hoje que as unidades acadêmicas não poderão alterar o calendário, desrespeitando a greve dos estudantes, deflagrada de forma legal por seus representantes, o DCE da instituição. 

É importante lembrar que o movimento estudantil na USP apoiou a greve de técnico-administrativos na instituição que ocorreu recentemente, o que mostra a importância das pautas das categorias para todo o coletivo da universidade. 

Portanto, todo nosso apoio e solidariedade aos estudantes que foram agredidos e presos em São Paulo.