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AGE delibera manutenção da greve e define delegados/as para Plenária da Fasubra
Data de Publicação: 08/05/2026
Na manhã desta sexta-feira (08), a categoria TAE da UFS se reuniu em mais uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no auditório do CCET, para avaliar o cenário da greve nacional da categoria e discutir os próximos encaminhamentos do movimento paredista.
A manutenção da greve foi aprovada por unanimidade, com nova avaliação marcada para a próxima semana, após reuniões entre o Comando Nacional de Greve (CNG), o Ministério da Educação (MEC) e representantes políticos.
Avaliação da greve
Durante o debate, foi destacado que havia a expectativa de que a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) fosse publicada na última semana. No entanto, até o momento, o governo federal não apresentou qualquer definição sobre o tema, considerado uma das principais pendências da greve.
A categoria também discutiu a necessidade de ampliar as formas de mobilização para pressionar o governo federal. Entre os encaminhamentos debatidos, esteve a importância de fortalecer o diálogo com parlamentares, sobretudo neste período eleitoral, buscando ampliar a pressão política tanto em âmbito nacional quanto local.
Outro ponto informado foi sobre a agenda de reuniões do CNG da próxima semana. Na terça-feira (12), haverá reunião com representantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Já na quarta (23), o CNG se reunirá com o MEC para tratar das reivindicações da greve.
As agendas foram avaliadas pela categoria como uma possibilidade de avanço nas negociações, principalmente diante do impasse que vem sendo marcado pelo jogo de responsabilidades entre o MEC e o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).
Também foi debatido que algumas universidades federais já começam a deliberar sobre a saída da greve, a exemplo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o que pode impactar a força do movimento paredista em âmbito nacional. Ainda assim, servidoras/es defenderam que o encerramento da greve só deve ocorrer com garantias sobre pontos pendentes, especialmente a regulamentação do RSC.
Diante desse cenário, a AGE aprovou, por unanimidade, a manutenção da greve e a realização de uma nova assembleia na próxima semana, após as reuniões previstas com o governo federal.
Plenária Virtual da Fasubra
A assembleia também debateu a convocação da Plenária Nacional Virtual da Fasubra, marcada para o dia 16 de maio. A Federação encaminhou edital para todas as bases sindicais.
Entre os principais pontos de pauta da plenária está a deliberação sobre a prorrogação do atual mandato da direção da Fasubra em razão do contexto da greve nacional.
Durante a AGE, foram eleitas/os as/os representantes do Sintufs para participação na atividade. Pela coordenação, foi eleita Taira Moreira. Pela base, foram escolhidos como titulares Manuella Aragão, Valmir dos Santos, João Sigifredo e Gentil Melo. Wagner Vieira foi eleito como suplente da base.
GT Creche
Durante os informes, houve repasse da última reunião, realizada na terça-feira (06), do Grupo de Trabalho (GT) da Creche na UFS. Atualmente, o GT está trabalhando na elaboração do termo de cooperação entre a Prefeitura de São Cristóvão e a UFS para implantação da unidade de educação infantil da universidade. A morosidade no calendário das reuniões tem atrasado o processo, que já poderia ter sido concluído.
Além disso, foi repassado que na penúltima reunião foi feito reajustes na minuta do documento, sobretudo no que diz respeito a definição de responsabilidade tanto da universidade quanto do órgão municipal. Outro ponto discutido foi sobre a distribuição de vagas que, até o momento, está acordada em uma divisão de 50% das para a UFS e 50% para a Prefeitura de São Cristóvão.
O Sintufs também cobrou maior frequência das reuniões do GT, ficando definido que os encontros passarão a ocorrer mensalmente.
Solidariedade internacional
No ponto “O que ocorrer”, foi solicitado que a categoria fortaleça a divulgação do abaixo-assinado pela libertação de Thiago Ávila e Saif Abukeshek, ativistas presos em Israel enquanto participavam de uma ação de ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza.
A AGE reforçou a importância da solidariedade e da defesa dos direitos humanos diante da criminalização de ativistas envolvidos em ações humanitárias.




