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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Desafios e Reflexões na Luta Contra a Intolerância Religiosa

Data de Publicação: 21/01/2024

Na atual conjuntura se faz de extrema importância a construção de debates que pautam a intolerância religiosa, especialmente hoje (21), data que dá visibilidade a temática. O “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa” não apenas ressalta a necessidade de reconhecer as diversas religiões, mas também nos instiga a refletir sobre os desafios enfrentados por comunidades de fé em meio a sistemas opressivos. 

Em meio a essa diversidade de crenças, emerge uma trama de opressões que merece ser desvelada. A intolerância religiosa não se apresenta isoladamente; ela é influenciada por estruturas que perpetuam o racismo, o colonialismo e a desigualdade socioeconômica. 

Somente no ano passado, de acordo com o levantamento da JusRacial, 176 mil processos por racismo em tramitação nos tribunais do país, sendo que 33% deles envolviam intolerância religiosa. Esse percentual, ainda de acordo com a instituição, é reflexo de uma crescente que alavancou nos últimos quatro anos, sob o governo do ex-presidente Bolsonaro.

Mediante esses dados, se evidencia as nuanças que colocam em xeque como as raízes históricas estruturais se manifestam nas práticas cotidianas, por vezes de ódio, contra determinadas manifestações. Nesse contexto, torna-se imprescindível não ignorar o papel das instituições públicas, as quais têm a responsabilidade de construir uma sociedade mais inclusiva. Isso pode ser alcançado, sobretudo, por meio da implementação de políticas públicas que não apenas tolerem, mas celebrem a diversidade religiosa em toda a sua amplitude.

Que possamos, sobretudo hoje, questionar não apenas os atos explícitos de discriminação, mas também a refletir sobre os sistemas estruturais que perpetuam a intolerância. Somente por meio do entendimento profundo e da ação coletiva podemos almejar uma sociedade verdadeiramente plural e respeitosa com todas as expressões de fé.