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Categoria aprova reajuste do Hapvida e avalia implementação do RSC
Data de Publicação: 11/08/2026
A Assembleia Geral Extraordinária, realizada na manhã desta terça-feira, na sede da Adufs, aprovou, por ampla maioria, o reajuste de 13,8% no plano de saúde Hapvida. A reunião também contou com uma avaliação da implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) na UFS e um momento de elucidação de dúvidas sobre o andamento dos processos.
Reajuste do plano de saúde Hapvida
Dando continuidade às negociações, o Hapvida informou que não seria possível chegar ao índice de 5,11% estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos individuais, conforme reivindicado pelo Sintufs. A empresa apresentou, então, a proposta de reajuste de 13,8%.
Segundo a operadora, o percentual está relacionado ao aumento da sinistralidade registrado nos últimos meses. O termo se refere à relação entre os valores pagos pela operadora para cobrir atendimentos e os custos das mensalidades recebidas. Quanto maior a utilização dos serviços, maior tende a ser a sinistralidade e, consequentemente, a pressão sobre o valor do plano.
O sindicato reconhece que se trata de um índice elevado, mas considerou, durante a negociação, o impacto desse aumento nos custos do contrato. Também foi levado em conta que o convênio não possui cobrança de coparticipação, ou seja, não há pagamento adicional por parte do usuário a cada atendimento ou procedimento realizado.
Após a apresentação da proposta e o debate com a categoria, o percentual de 13,8% foi aprovado por ampla maioria.
O Sintufs reforçou ainda que a categoria conta com outras opções de planos conveniados, como Unimed e SulAmérica. A entidade também segue buscando alternativas com valores mais acessíveis.
Implementação do RSC
A categoria também foi informada sobre o funcionamento da Comissão de RSC e o andamento das análises na UFS. Durante a exposição, foram comentados os procedimentos adotados e as etapas do trabalho.
Formada exclusivamente por TAEs, a comissão conta com três integrantes indicados pela Comissão Interna de Supervisão (CIS) e três pelo Conselho Universitário (Consu), com a concordância do sindicato. Há reunião todas as quintas-feiras para analisar e deliberar sobre os pareceres. Até o momento, 70 foram aprovados.
A quantidade de documentos e a complexidade das informações apresentadas em cada processo também interferem no ritmo das análises. Os pedidos são distribuídos entre os integrantes da comissão conforme a ordem cronológica de entrada, exceto nos casos de prioridade previstos em lei, desde que a condição seja solicitada no processo e devidamente comprovada por documentação reconhecida pela universidade, caso a pessoa solicitante seja PCD.
Também foi explicado que as portarias publicadas a partir desta data não terão tempo hábil para que os efeitos financeiros sejam incluídos na folha imediatamente seguinte. Nesses casos, o pagamento será realizado posteriormente, com os valores retroativos referentes ao período devido.
Para contribuir com a agilidade da análise, o Sintufs orienta que a documentação seja organizada de acordo com os itens e critérios previstos no processo. Certificados referentes ao mesmo item, por exemplo, devem ser reunidos e anexados em sequência. Também é importante incluir, quando for o caso, as portarias relativas à progressão funcional e ao Incentivo à Qualificação (IQ).
Informes
Nos informes, foi comentado sobre o documento da Fasubra, publicado recentemente, que trata do regime de plantão 12x60 nos hospitais universitários. O Sintufs encaminhará o texto à gestão da UFS e cobrará a adoção das medidas necessárias para sua aplicação na universidade.
Também foram apresentadas as Portarias nº 706 e nº 707, publicadas pelo Governo Federal. A primeira cria um Grupo de Trabalho para discutir a saúde das/os trabalhadoras/es; a segunda institui um GT voltado à formação complementar relacionada à pós-graduação das/os TAEs. A Fasubra tem representação nos dois GTs.
As iniciativas foram destacadas como avanços para a categoria e como espaços de debate sobre condições de trabalho, saúde e formação profissional.




