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GREVE
TAEs da UFS aprovam deflagração de greve em AGE
Data de Publicação: 12/03/2026
Na manhã desta quinta-feira (12), a categoria TAE da Universidade Federal de Sergipe (UFS) aprovou, por maioria de votos, a deflagração de greve da categoria durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no auditório da Adufs.
A decisão ocorre em meio a uma mobilização nacional da categoria. Atualmente, mais de 40 universidades federais já aderiram ao movimento paredista, que pressiona o governo federal pelo cumprimento de pontos ainda pendentes do acordo de greve firmado em 2024.
Entre as principais reivindicações estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para TAEs, além de outras pautas nacionais, como a jornada de 30 horas, a garantia das 30 horas para categorias que já possuem essa carga horária regulamentada e a regulamentação do regime de plantão 12x60. Demandas locais da categoria também integram a pauta do movimento.
Instalação do Comando de Greve
Como parte da organização da paralisação, a assembleia deliberou pela deflagração do movimento paredista e da instalação do Comando de Greve no dia 18 de março. A programação completa das atividades previstas para essa data será divulgada em breve pelo Sintufs.
A participação no comando é aberta a toda a categoria. Quem tiver interesse pode procurar a gestão do sindicato e se disponibilizar para integrar o espaço de organização da greve. Não há prazo limite para adesão.
Servidoras/es lotados nos campi do interior também podem participar do Comando de Greve. O sindicato reforça, ainda, a importância da organização de comandos locais nesses campi, como forma de fortalecer a mobilização em toda a universidade.
Comunicação às chefias
Ainda na tarde desta quinta-feira (12), enviará comunicado formal às chefias da universidade para informar sobre a deflagração da greve aprovada em assembleia.
A orientação do sindicato é que a categoria se mantenha mobilizada e participe das atividades organizadas durante o movimento.
Participação na greve
Durante a assembleia, a coordenação destacou que a greve é um instrumento coletivo de pressão e deve contar com a participação ativa da categoria.
A paralisação abrange toda/os/es os trabalhadoras/es, inclusive aqueles que estão em regime de Programa de Gestão e Desempenho (PGD).
Fundo de greve
A assembleia também aprovou o aumento temporário na contribuição mensal destinada ao fundo de greve. O acréscimo será de 0,5% sobre o valor que já é cobrado na mensalidade sindical.
O recurso será utilizado para custear despesas relacionadas ao movimento paredista e também para contribuir com os repasses à Fasubra, entidade nacional que representa a categoria.
Importância da filiação
Durante a assembleia, também foi reforçada a importância da filiação ao sindicato. Além de fortalecer a entidade, a sindicalização garante respaldo e assistência jurídica às servidoras e aos/as servidores/as em eventuais situações decorrentes da participação no movimento.
Para o sindicato, a mobilização coletiva da categoria é fundamental para pressionar pelo cumprimento do Acordo de Greve e pelo avanço das pautas nacionais e locais.




